ESPAÇO E FORMA –
ATIVIDADE 1
Como seus alunos vêem o mundo? E como eles o representam?
Ver o mundo e fazer sua representação é algo que depende muito de cada ser, sua idade, as experiências que já teve ou que está em contato, sua cultura, sociedade em que vive, todos estes fatores influenciarão nas concepções de cada um.
Observar e imaginar como uma criança de cinco a seis anos, como é o caso dos meus alunos, vê o mundo, é muito encantador porque eles conseguem ver e representar tudo a partir de si mesmos, de sua realidade, de seu próprio corpo, tudo gira em torno dela mesma, acha que as coisas devem ser como gostaria caso contrário facilmente agride física ou verbalmente.
Suas noções de espaço e forma ainda estão muito confusas, a organização da ordem cronológica e seqüencial dos fatos se dá de maneira desordenada, o que está claro para eles são suas necessidades fisiológicas, como fome, frio, calor, sede e excreção.
Representam o mundo através de suas emoções. Por exemplo, na semana das mães, pedi a eles que fizessem um desenho de sua mãe, um aluno desenhou um boneco e disse que era o seu padrasto, outro desenhou dois bonecos, um era o pai que o criou durante um tempo, outro é o pai biológico, descoberto por exame de DNA, e o padrasto atual não quis desenhar. Naquele momento estas crianças sentiram necessidade de representar a figura paterna ao invés da materna como eu gostaria.
Outro caso que chamou-me atenção foi de uma criança que desenhava tudo no limite da base da folha, nada voando, um dia o pai preocupado e querendo que usasse toda a folha, pediu que desenhasse um foguete no ar, ele desenhou como sempre no limite e disse que o foguete não havia saído ainda.
ATIVIDADE 2
Com meus alunos de pré, trabalhei com as noções de: frente, atrás, entre, esquerda e direita, dentro e fora.
Desenhei círculos no chão e pedi que cada criança ocupasse um, inicialmente perguntei onde estavam, apenas dois alunos responderam que estavam dentro do círculo, o restante limitou-se a dizer que estavam no chão, da mesma maneira ocorreu quando pedi para saírem do círculo e perguntei onde estavam. Depois deveriam caminhar hora dentro, hora fora dos círculos. Foram percebendo que além de estarem no chão, podiam estar dentro, fora ou perto do círculo como uma criança respondeu.
Outra atividade realizada com sucesso foi a caça ao tesouro. Coloquei vários objetos como caixote, bambolês, carrinhos, tambor dispostos no pátio em direção a uma árvore, onde estava escondido o tesouro, uma caixa com balas. Chegando até ela poderiam pegar uma bala, para isso, deveriam seguir estas ordens: caminhar reto até o caixote, virar a esquerda e passar entre dois bambolês, seguir a direita reto até o tambor, virar para trás e passar dentro de outros bambolês, passar ao lado de vários carrinhos e ir reto até a árvore. Na sala fizeram um desenho do mapa do tesouro, procurando colocar todos os objetos e na ordem correta. Tentei fazer com que criassem um mapa próprio mas ainda não estão preparados.
ATIVIDADE 3
Identificar o nome das figuras geométricas e objetos que tenham a forma semelhante.
Primeiro dia: Distribuirei aos alunos as caixas com blocos lógicos para brincarem e construírem livremente.
Segundo dia: Observar e separá-los por formas, cores, tamanhos, espessura, já ir familiarizando-se com os nomes, círculo, quadrado, retângulo e triângulo.
Terceiro dia: Completar a seqüência, a professora coloca cinco peças e devem continuar seguindo a mesma ordem. Depois fazer a ordem inversa, organizar do último até o primeiro.
Quarto dia: Distribuir pela sala de aula vários objetos e brinquedos que possam identificar as formas geométricas, latas, bolas, bambolês, quadros, dados, laranja, cones, chapéu de bruxa, funil. Retirar de uma caixa, um bloco lógico, dizer o nome e procurar o objeto com a forma semelhante. Desenhar numa folha a figura e o objeto correspondente.
ATIVIDADE 4
CONSTRUÇÃO DE UMA FIGURA
Comecei construindo com os cubos virtuais um lindo castelo, cheio de torres, na grade isomérica, foi muito fácil. Quando precisei representá-lo na grade quadrada, desisti. Ficou uma construção muito complicada. Construí então um cubo com uma área de seis por seis, e uma altura de quatro cubos. 




Desta maneira consegui representá-lo como se estivesse olhando de cima e um dos lados. Tive as dificuldades normais para o manuseio com uma ferramenta nova como construir cubo por cubo e ter apagar as linhas que ficam invisíveis na grade isomérica, mas logo descobri que seria mais fácil construir as carreiras diretas e ficou simples.
Para trabalhar com meus alunos de pré, usarei o “material dourado”.
Meus objetivos serão fazer com que as crianças façam construções representando bidimensionalidade e tridimensionalidade, explorem e identifiquem as propriedades geométricas de objetos e figuras.
Minha expectativa é que estas atividades contribuam para que as crianças organizem mentalmente as relações de representações espaciais por meio de suas ações.
Desenvolverei esta atividade propondo inicialmente que brinquem livremente com o material. Depois construam um trajeto entre uma casa e uma escola. Um muro ao redor da casa. Observem de cima como ficam as construções do muro e da rua, desenhem no papel o que estão vendo. Observem um dado de papel e montem outro com os cubinhos. Desenhem de lado e de cima. Observem quantos foram necessários, comparem os tamanhos.
ATIVIDADE 5
GEOPLANO
Para o primeiro contato de meus alunos de pré com o geoplano, seria ideal que construíssem as figuras geométricas, após entrarem em contato com os blocos lógicos, fariam seu contorno em uma folha, poderiam representá-los no geoplano e na folha quadriculada. Na folha quadriculada, pintariam os quadrinhos para formarem a letra do seu nome. Poderiam testar no geoplano, as letras mais simples de serem formadas como a letra C, V, L, M, N, A, H. Em cada construção seriam questionados: Quantos pregos foram usados para montar a figura? Quantos lados ela tem? Aproveitaria também que estamos trabalhando suas casas e pediria que representassem algumas peças como quarto, janela, porta. Poderia trabalhar aí com tamanhos( grande , pequeno, médio).
ATIVIDADE 6
SEQÜÊNCIA
O diário do professor é composto pelos nomes de seus alunos, esses nomes obedecem a uma ordem (são escritos em ordem alfabética), essa lista de nomes (diário) é considerada uma seqüência.
Os dias do mês são dispostos no calendário obedecendo a certa ordem que também é um tipo de seqüência.
Esses e vários outros exemplos de seqüência estão presentes em nosso cotidiano. Observando-os podemos definir seqüência como:
Seqüência é todo conjunto ou grupo no qual os seus elementos estão escritos ou colocados em uma determinada ordem.
Atividade:
Alunos divididos em grupos de três recebem fichas coloridas e devem descobrir e completar a seqüência que a professora criar:

Descobrir também e completar com seqüências de blocos lógicos
ATIVIDADE 7
Grandeza, sistema e unidades de medidas
Tudo aquilo que pode ser medido chama-se "grandeza", assim, o peso, o comprimento, o tempo, o volume, a área, a temperatura, são "grandezas".
A necessidade de medir é muito antiga e remonta à origem das civilizações. Por longo tempo cada país, cada região, teve o seu próprio sistema de medidas, baseado em unidades arbitrárias e imprecisas, como por exemplo, aquelas baseadas no corpo humano: palmo, pé, polegada, braça, côvado.
Isso criava muitos problemas para o comércio, porque as pessoas de uma região não estavam familiarizadas com o sistema de medida das outras regiões. Imagine a dificuldade em comprar ou vender produtos cujas quantidades eram expressas em unidades de medida diferentes e que não tinham correspondência entre si.
Em 1789, numa tentativa de resolver o problema, o Governo Republicano Francês pediu à Academia de Ciências da França que criasse um sistema de medidas baseado numa "constante natural". Assim foi criado o Sistema Métrico Decimal. Posteriormente, muitos outros países adotaram o sistema, inclusive o Brasil, aderindo à "Convenção do Metro". O Sistema Métrico Decimal adotou, inicialmente, três unidades básicas de medida: o metro, o litro e o quilograma.
Medir é, portanto, atribuir empírica e objetivamente um valor numérico a uma grandeza com o propósito de quantificá-la em termos comparativos.
Entretanto, o desenvolvimento científico e tecnológico passou a exigir medições cada vez mais precisas e diversificadas. Por isso, em 1960, o sistema métrico decimal foi substituído pelo Sistema Internacional de Unidades - SI, mais complexo e sofisticado, adotado também pelo Brasil em 1962 e ratificado pela Resolução nº 12 de 1988 do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Conmetro, tornando-se de uso obrigatório em todo o Território Nacional.
Na ciência, unidade de medida é uma medida (ou quantidade) específica de determinada grandeza física usada para servir de padrão para outras medidas.
Considerando que as unidades de medida são indispensáveis para qualquer instrumento de medição, para a expressão de qualquer medição efetuada e para a expressão de qualquer indicação de grandeza e que as unidades de medida são utilizadas na maior parte dos domínios da
Lista de unidades de medida.
Sistema Internacional de Unidades
Tabela de conversão de unidades
Sistema CGS de unidades
Múltiplos e sub-múltiplos
Conclusão: grandeza é tudo que podemos medir, para isso são usadas as unidades de medida que seguem um padrão universal o sistema de medida, inicialmente o sistema métrico e depois o mais sofisticado Sistema Internacional de Unidades.
Grandeza e medidas diferentes:
Comprimento usamos metros ou kilômetros - 1km – 1000mts
Tempo usamos segundos, minutos e horas – 1h - 60min – 3.600s
Referência da pesquisa: Portal do consumidor –Inmetro www.inmetro.gov.br/consumidor/unidLegaisMed.asp Física Experimental educar.sc.usp.br/ciencias/fisica/mf5.htm Wikipédia, a enciclopédia livre pt.wikipedia.org/wiki/Unidade_de_medida
ATIVIDADE 8
Medidas com unidades diferentes:
Ganhei num sorteio no dia das mães uma geladeira, o espaço na minha cozinha é pequeno e precisava medir o comprimento, largura e altura para ver se ela caberia na largura entre a parede e o micro ondas, usei o tradicional cabo de vassoura para ver a largura da geladeira e do espaço. Mas para me certificar mais exatamente, usei uma trena, poderia também usar o metro e o palmo.
ATIVIDADE 9
No início do ano, todos os alunos foram medidos numa fita métrica em forma de girafa que fica exposta o ano todo para que possam ir comparando suas medidas, se cresceram ou não. Também levei-os ao posto de saúde para verificar o peso e comparar no final do ano. Pedi que as mães informassem qual era a medida deles quando nasceram. Cortei um barbante do tamanho das medidas e usaram para medir objetos na sala de aula e ver quantas vezes cada um cabia dentro do quadro negro, da mesa, da janela, comparavam quem cabia mais vezes ou menos e porque, com o barbante do tamanho atual o que aconteceria? Na rua fizemos o salto em distância e cada um media com seu barbante e escolhia outro colega para medir e comparar se era a mesma medida. Apresentaram dificuldade no início para saber de onde deveriam começar a medição, o que acontecia se começassem no meio ou numa extremidade.
Gráfico das alturas dos alunos no início do ano:




ATIVIDADE 10
Fração
Fração quer dizer a divisão de algo em partes iguais e com as crianças principalmente de pré este é um requisito muito usado e exigido por eles, tudo deve ser exatamente igual, observam atentamente se alguém recebeu algo a mais e reclamam. Para iniciar este assunto distribui para cada um, uma tira de papel e pedi que dobrassem ao meio de modo que ficasse com 2 partes iguais, depois em 4 e 8. a cada divisão desenhavam numa folha o que estavam vendo e contavam as partes. Observavam quantas partes poderia ser dividida uma tira em tamanhos iguais.
A hora do lanche é ideal para ser explorado este assunto também. Observando a barra de chocolate em quantas partes está dividida, a maçã cortada ao meio, em quantas partes está divida. No dia da nega maluca, observar uma forma com ela inteira, cortar ao meio, em 4, 8, até obter um pedaço para cada um, a medida que vão tirando as fatias como ela vai ficando.
ATIVIDADE 11
Um problema convencional é o que estamos acostumados a trabalhar, que são aqueles onde todos os dados são usados e apresentam uma resposta única. Os problemas não convencionais então são aqueles, que possuem dados mas não se chega a uma resposta, possuem dados desnecessários à sua resolução, apresentam mais de uma resposta, mais de uma maneira de representar a resposta: desenho, tabela, problemas de lógica que são aqueles que propõem uma solução que não exige ser em números.
Atividade
Histórias lógicas
Cada criança recebe um conjunto de cartões, três de crianças com nomes, três com animais ( gato, cão, galo), três com meios de transportes ( avião, metrô, navio). Para resolverem a história as crianças devem dispor as cartas em linhas verticais, contendo uma figura humana, um meio de transporte e a figura de um animal. Ex. de uma história: Péti está no navio, mas o gato não. O cão partiu no avião.Juca chegou de metrô. A) Qual o meio de transporte usado por Lalá? B) A quem pertence o galo? C) Quem é o (a) dono (a) do gato?
As crianças vão montando as peças conforme a professora lê a história, pela lógica acham o que está faltando para completar.
ATIVIDADE 12
O Google. maps é sensacional, usei só a mãozinha e achei a minha localidade e rua na imensidão do Brasil, aumentando ou afastando a imagem, precisei apenas saber o nome dos locais onde desejava chegar.
Notei que os números no canto inferior direito da tela começavam por quilômetros e a medida que se aproximava de um local ia diminuindo. Eu fiquei encantada e meus alunos de pré ficariam mais ainda pois estão estudando suas ruas e a da escola. Quando tivermos a internet em nosso laboratório, será a primeira coisa que mostrarei a eles.
O jogo de ida e volta é fora de série, exige uma coordenação de lateralidade muito grande. Confesso que a minha está péssima mas consegui levar o boneco ao posto de gasolina, à escola, à sorveteria e ao mercado. Um ótimo exercício para treinar esquerda e direita.
ATIVIDADE 13
Trabalhando com estimativas
Propus aos meus alunos de pré-escola, uma visita a pracinha, mas não para brincar, ou melhor, para brincar de acertar. Sem olhar muito, pedi que me dissessem quantos degraus da escada teriam que subir até chegar à ponte. Anotei as respostas e fomos conferir, dois alunos acertaram o “chute”. Depois estimaram quantos passos dariam na ponte até chegar à casinha. Um aluno achou que deveria medir no chão embaixo da ponte. Na hora de conferir, os resultados eram diferentes porque variavam conforme o tamanho da passada de cada um. Questionei de que maneira poderíamos achar uma medida que fosse mais exata e deram a sugestão de usarmos a corda que usam para pular. Perguntei quantas vezes achavam que ela caberia na ponte. Após estimarem fomos conferir e ninguém acertou exatamente, mas chegaram bem próximo da medida.
ATIVIDADE 14
Fração
Continuando o trabalho de introdução de noções fracionárias com meus alunos de pré, levei para a aula o material de frações, confeccionado em EVA, já vem todo dividido. No primeiro dia deixei que brincassem e explorassem o material livremente. No segundo dia, pedi que montassem círculos com as peças, perguntei como ficou o círculo, inteiro? Pedi a um aluno que tirasse duas partes, como ficou? Responderam: a metade. Do círculo com seis peças, pedi que dessem a metade para um colega. Como fariam? Distribuíram as peças uma a uma entre os dois até terminar. Quantas ficou o colega? É a mesma quantia de antes? Mas é a metade? Juntamos os dois círculos, contamos quantas partes tinham juntos e quantas tinham as duas metades. Juntando as metades diferentes, formaríamos um inteiro? Quantas peças ficaram agora? São do mesmo tamanho? Mas o círculo aumentou? Todas as formações com o material, desenhavam no caderno e pintavam aparte que ficou.
Comments (14)
Anonymous said
at 8:09 am on Jun 24, 2008
EF1: Muto boas tuas colocações.É muito bom ver como crianças nessa fase pensam. Luiz
Anonymous said
at 8:10 am on Jun 24, 2008
EF2:Muito boa a atividade. Luiz
Anonymous said
at 8:11 am on Jun 24, 2008
EF3:A atividade sugerida está adequada. bommtrabalho.Luiz
Anonymous said
at 8:12 am on Jun 24, 2008
EF4:A idéia de desenhar um cubo foi muito boa, bem como o uso do material dourado.Luiz
Anonymous said
at 8:14 am on Jun 24, 2008
EF5:Interessante partir sempre de objetos conhecidos, como a letra do nome e objetos do quarto. Bom trabalho
Luiz
Anonymous said
at 8:14 am on Jun 24, 2008
EF6:A atividade está adequada. Luiz
Anonymous said
at 8:15 am on Jun 24, 2008
EF7: muito bom teu trabalho, os conceitos estão bem claros. Luiz
Anonymous said
at 8:17 am on Jun 24, 2008
EF8:A atividade está Ok, mas não ficou claro para mim o seguinte:Quando mediste o espaço, estavas medindo quais grandezas da geladeira? Luiz
Anonymous said
at 8:18 am on Jun 24, 2008
EF9:A atividade está interessante. Talvez fosse válido esboçar um gráfico com a evolução das alturas de cada um... Luiz
Anonymous said
at 8:20 am on Jun 24, 2008
EF10:Nessa fase, o conceito de fração deve estar associado a objetos concretos., Bom trabalho.Luiz
Anonymous said
at 8:21 am on Jun 24, 2008
EF11:Gostei muito dessa atividade. Ela explora diversas noções de maniera divertida. Muito bom,.Luiz
Anonymous said
at 8:21 am on Jun 24, 2008
EF12: Concordo. O google maps é uma ferramenta muito rica para explorarmos. Luiz
Anonymous said
at 8:22 am on Jun 24, 2008
EF13:Muito boa a atividade. O uso de um espaço conhecido é muito importante para desenvolver a noção de estimativa. Luiz
Anonymous said
at 5:51 pm on Jun 28, 2008
EF14:muito boa a atividade;Luiz
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